O trabalho desenvolvido pela equipe será realizado através de duas vertentes, a primeira sobre ações socioeducativas que visem à instrução e mínima dependência por parte dos munícipes no que diz respeito a informações sobre saúde e educação. O processo nos possibilitará uma realização de uma ação conjunta com a comunidade em que será possível efetuar mudanças que incidam sobre a qualidade de vida. Fomentando a consciência crítica e favorecendo a transformação social, o processo educativo passa a ser responsabilidade não só das pessoas diretamente envolvidas com ele, mas também da comunidade a que pertencem.

Intervenção que teria como finalidade possibilitar e promover estilos de vida alternativos, que favoreceriam o crescimento pessoal, tanto individual como coletivo (DUPRET, 2002) A outra vertente será as intervenções clínicas e laboratoriais que serão organizadas pelos professores e alunos da Universidade Metodista de São Paulo. Uma espécie de Policlínica será montada para assistência aos munícipes durante a estadia do grupo. Serão oferecidos atendimentos gratuitos na área de Biomedicina (Exames em Análises Clínicas), Fisioterapia, Nutrição, Odontologia, Psicologia e Farmácia além da atuação de profissionais e alunos residentes do curso de medicina da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), parceira de extensão da Metodista. Os cursos de Medicina Veterinária, Biologia e Gestão Ambiental também terão papel fundamental no projeto, auxiliando e capacitando ruralistas do município.
Deixamos claro que a intenção do projeto não é contribuir com o assistencialismo e sim avançar no diagnóstico de doenças, objetivando a qualidade de vida. A equipe acredita que, através das atividades apresentadas, será possível que os munícipes entendam melhor a importância do processo de transmitir informação e, desta forma, utilizem o conteúdo absorvido para disseminá-lo na sociedade em que estão inseridos, conseguindo socializar informações que sejam úteis para atender algumas das necessidades básicas do contexto social da cidade.
Preparado para atingir o maior número de pessoas possível, o projeto fora desenvolvido para ser compreendido por todas as vertentes da sociedade, envolvendo professores, líderes comunitários, agentes da saúde, funcionários públicos, assistentes sociais e principalmente o munícipe.

O Sertão Nordestino é uma região que compreende a parte mais interior de praticamente todos os estados da região nordeste brasileira. Usualmente, a denominação de “sertão nordestino” é dada às regiões interioranas, independentemente do nível de desenvolvimento social ou econômico. Porém, a expressão também pode ser usada para designar, mais especificamente, as regiões do interior da Bahia, Pernambuco e Piauí, onde se concentram algumas das cidades com maiores índices de desigualdade social do país, além de baixíssimos indicadores de desenvolvimento sócio-econômico. Geograficamente, o sertão nordestino é uma área de transição entre as sub-regiões do agreste (seco) e meio-norte (úmido). Compreende uma faixa que vai desde o litoral do Rio Grande do Norte (até perto de Natal) e Ceará até a região sudoeste da Bahia, passando pelos estados de Pernambuco, Paraíba (exceto o litoral), um pouco da região noroeste de Alagoas e Sergipe, e quase todo o estado do Piauí, com exceção da parte mais próxima à fronteira com o Maranhão.

O clima na região é predominantemente semi-árido com uma estação seca mais prolongada onde a taxa de precipitação pode cair a níveis baixíssimos (500mm a 800mm por ano em algumas regiões, mas podendo chegar a 400mm em outras), o que impede o desenvolvimento da agricultura e pecuária. Mesmo assim, nas regiões próximas ao rio São Francisco, mais precisamente na Bahia e Pernambuco, têm se desenvolvido atividades de fruticultura através de sistemas de irrigação que desviam a água necessária do São Francisco. As estiagens prolongadas são comuns na região o que dá ao sertão nordestino sua paisagem típica. A caatinga é a vegetação predominante e encontra-se adaptada aos longos períodos quase sem chuvas. Devido à escassez de água durante boa parte do ano são comuns as cisternas e os açudes que armazenam a água disponível no período de chuvas que costumam cair de forma concentrada durante aproximadamente, três meses do ano, nos quais a vegetação parece renascer. A cultura do sertão nordestino está intimamente ligada ao clima, como é fácil perceber, e à história de sua colonização (foi a primeira região interiorana do Brasil a ser colonizada).

O Estado da Bahia é o sétimo mais rico do país É conhecida como Terra da Felicidade por causa de sua população alegre e festiva Possui um alto potencial turístico, que vem sendo muito explorado através de seu litoral, o maior do Brasil.

Apesar de ser a sétima maior economia do Brasil, são pouco mais de 8 000 reais de PIB per capita. Isso gera um quadro em que a renda é mal distribuída, se refletindo no Índice de Desenvolvimento Humano: 0,742 em 2005, o nono menor do Brasil, equivalente ao Índice de Desenvolvimento Humano de 2005 do Sri Lanka.